Home Data de criação : 09/02/25 Última atualização : 12/01/24 01:56 / 260 Artigos publicados

Brilhuras  escrito em segunda 23 janeiro 2012 21:51

Blog de janelasuspensa :janelasuspensa, Brilhuras

 

Poça de prata, prisma na praça

Sobra de gole num fundo de taça

Braço de chuva, água sem massa

Que o sol desmaiado não soube secar

Resta um espelho, minha cota de graça

Dura um nadinha, como minha alegria

Se se pisca; passa!

 

 

 

 

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Fora  escrito em quinta 12 janeiro 2012 23:38

Melhor você nem voltar

Vai embora

Antes que veja o tamanho do amor que tenho pra te dar

Corre daqui, nem me responde

É provável que não vá aguentar

Acho que você é daqueles que não conseguem nem imaginar

O clarão de luz nos olhos que te dou sem disfarçar

Vai, foge, some

Deixa meu peito cheio de ar

Isso me ajuda a cantar

 

 

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Contra-Luz  escrito em sexta 13 janeiro 2012 02:20

Há noite em tudo que eu canto

Nas vozes que o tempo me empresta

O escuro devora meus olhos

E a luz do dia, lentamente escorre dos vãos

Minhas noites em claro

Se embrenham no coração dos meus ossos

E tingem de negro a minha pele

Molhada, amarela, ancestral

Meu sangue chama pelo seu

Distante

Coalhado de dores, azul de negro

Tudo à nossa volta...seu medo, meu cansaço e esse breu!

 

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O que é Seu  escrito em domingo 08 janeiro 2012 23:48

Sou seu medo

Sou a lua do seus dias claros

Fico, em cacos, no fundo do baú dos seus guardados

Alento manso num canto do seu pranto

Dia santo

E porque as chuvas ainda não vieram em minha casa esse ano?

Perdi meu caminho de volta

Não há mais retorno, daqui se anda pra frente, sem escudo nem escolta

Sou seu tanto de segredo

Guardados de mim, mentira sem fim

Sou movimento conhecido, seu eterno carrossel

Uma cura pra sua tristeza

Que nunca virá...

Pois remédio tem gosto de fel

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Apelo  escrito em domingo 01 janeiro 2012 20:24

Blog de janelasuspensa :janelasuspensa, Apelo

Tira essa dor da frente dos olhos. Dá um descanso pro seu peito tão pesado. Brilha com o sol da manhã. Respira outra vez os ares da esperança. Deixa ir em paz quem já não deve estar aqui - porque no tempo, só vivemos o agora. Porque os abraços amargos de saudade só tocam o corpo de quem ficou. Olha pra dentro, olha pros lados...olha no máximo pra frente, pra que seus olhos não se percam nas imagens do impossível. Pula sem medo nas águas do rio escuro. São elas que te levarão a novas margens, caso as deixe te guiar. Presta mais atenção nas palavras de quem te olha nos olhos. Ali pode morar um mundo inteiro do que procuras como um cego sôfrego e cansado. Atina pra urgência de amar. Não escolhe demais, deixa que sejas escolhido. Abre a mão, abre os braços, abre aquele velho sorriso...abre o peito e a alma! Tem muita alegria sem dono, perdida à procura de abrigo no meio desse caos. E quando cair o manto da noite, deixa a escuridão cobrir sua pele. Deixa que a luz seja a promessa certeira de que enquanto estiveres por aqui, é ela que clareia sua estrada. Usa demasiada delicadeza pra tudo, com todos. Lembra de agradecer mais, de cantar mais, de ouvir mais. Lembra de ler nas entrelinhas. E respira a cada minuto os ventos da fé que transforma. Vive apenas a vida. E transforma em flor seu corpo que há tanto tempo dorme em coma nessa semente...

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